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Setor imobiliário para de crescer em SC após década de números positivos

Capital teve queda nas vendas e estabilidade nas locações em 2014.
Balneário Camboriú tem mais de 5,6 mil imóveis em oferta.

Após uma década registrando números positivos, o mercado imobiliário catarinense parou de crescer em 2014, segundo aponta uma pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina (Fecomércio). Conforme o órgão, em Florianópolis, houve queda nas vendas e estabilidade nas locações de imóveis entre os meses de abril e dezembro do ano passado. Outro importante mercado para o setor, Balneário Camboriú, no Litoral Norte, também não teve crescimento.

De acordo com o vice-presidente da Fecomércio/SC, Marcelo Brognoli, a tendência é que o mercado imobiliário retome o crescimento nos próximos meses. ”O que se espera para 2015, a partir de novas medidas do governo, é que esses efeitos durante o ano sejam acomodados pela economia de maneira geral. E no final do ano a gente já começa a ver reflexos, buscando um reaquecimento da economia e especificamente do mercado imobiliário”, afirma.

Além da capital, Balneário Camboriú e Joinville, no Norte do estado, estagnaram locações e vendas no último ano. Na cidade litorânea, o mercado enfraqueceu ao longo de 2014, resultando em um excesso de ofertas. Segundo dados da Associação dos Corretores de Imóveis de Balneário Camboriú (ACIBC), mais de 5,6 mil imóveis estão à venda no município.

Na cidade mais populosa de Santa Catarina a situação se repete. O mercado de imóveis permaneceu estável em relação ao ano anterior e a expectativa é de que em 2015 o setor volta a crescer com o inventivo aos financiamentos do governo federal, como o programa Minha Casa Minha Vida.

Retomada do crescimento
Conforme especialistas ouvidos pelo RBS Notícias, da RBS TV, a partir de 2016 espera-se que haja um reaquecimento da economia brasileira. A mudança deve impulsionar o setor da construção civil, que também se manteve estável no último ano.

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Grande Florianópolis (Sinduscon), Hélio Bairros, acredita que a estabilização econômica seja fundamental para a retomada do crescimento dos negócios imobiliários. “A gente acredita que quando a taxa básica de juros da economia brasileira, Selic, começar a voltar a um patamar que seria o ideal, o de 2012, quando ela estava na casa dos 7,5%, era o melhor cenário para a economia nacional. Todos produziam, todos vendiam e as pessoas tinham muitas oportunidades de negócio”, destaca.

Fonte: g1.globo.com

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Microapartamentos ganham adeptos em meio à desaceleração do mercado imobiliário

Há um ano, o psicanalista e arquiteto Percival Deimann, de 55 anos, consolidou a ideia de mudar de vida. Ele e a mulher arrumaram as malas, saíram de uma casa com 500 metros quadrados e passaram a morar em um local 11 vezes menor, de 43 metros quadrados.

O atual imóvel de Deimann integra a lista de compactos, padrão que tem atraído a nova geração de moradores das grandes metrópoles e se destacado em meio a uma aparente desaceleração do mercado imobiliário.

De acordo com o psicanalista, a decisão de se mover para um local menor foi motivada por um projeto cuja intenção era consumir menos. Para o plano dar certo, ele afirma que foi necessário deixar muita coisa para trás.

— Eu trabalhei uma questão de desapego e fiz uma mudança radical na minha vida (…) Vendi minha empresa e passei a imaginar que podia viver a vida com menos coisas, consumindo menos para viver em função daquilo que eu tenho.

O segmento dos compactos atravessa um movimento na contramão do setor imobiliário, na avaliação dos especialistas consultados pelo R7. Em 2014, o estoque de imóveis não vendidos na cidade de São Paulo chegou a 27,3 mil unidades, pior desempenho em pelo menos dez anos. Na tentativa de recuperar os clientes, o setor já começou 2015 com descontos e facilidade nos pagamentos.

Segundo o economista-chefe do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo), Celso Petrucci, essas moradias menores são fruto de uma mudança nos padrões habitacionais, que tomou conta das grandes cidades ao longo dos últimos anos.

— Até 2012, somente 8% dos imóveis oferecidos na cidade de São Paulo eram apartamentos de um dormitório. Essa oferta variou de 30 mil a 35 mil unidades por ano. A partir de 2012, percebemos essa tendência de se ofertar apartamentos de um dormitório.

Para Petrucci, esse tipo de apartamento “dominou o mercado” no ano passado. Ele afirma que entre 2013 e 2014 foram lançadas em São Paulo 65 mil unidades, das quais quase um terço (20 mil) tinha apenas um dormitório.

Alexandre Lafer Frankel, CEO da Vitacon Incorporadora, empresa que já lançou mais de 3.500 unidades com espaço entre 18 e 50 metros quadrados, também avalia que a expansão foi causada pelos novos moldes da sociedade.

— De todos os mercados, o que ainda continua mais aquecido e com melhor performance é o de unidades compactas. Então, na nossa análise, existe uma mudança social.

Apesar da fala dos representantes do setor, foram os imóveis de dois dormitórios que se destacaram no primeiro mês deste ano, período que registrou queda de 28% na venda de imóveis novos, de acordo com o Secovi. Durante o mês, o sindicado informa que foram comercializadas 313 unidades com dois dormitórios (43%) e 252 com apenas um quarto.

Deimann diz estar feliz com o imóvel de 43 metros quadrados, mas avalia que alguns setores ainda não estão prontos para oferecer facilidades aos moradores dos compactos.

— A gente sabe que o mercado brasileiro ainda não está adaptado ainda com mobiliário e nem com eletrodomésticos como o mercado japonês ou o norte-americano. Então, falta muito ainda nessa área para viabilizar os pequenos espaços.

Mais caros

Apesar de pequenos, se o comprador colocar os valores na ponta do lápis e comparar o preço dos apartamentos com espaço reduzido, vai verificar que eles possuem um metro quadrado mais caro do que os modelos maiores. Frankel afirma que “é natural” que esses imóveis tenham um espaço mais valorizado.

— A gente tem que levar em conta é que o custo dele de produção é um pouco mais alto por conta de o número de vagas [de garagem] para uma unidade pequena serem maiores e o número de banheiros e cozinhas também serem maiores.

Petrucci lembra ainda que o Plano Diretor anterior da cidade de São Paulo estabelecia que todo apartamento residencial deveria ter ao menos uma vaga de garagem. Com as novas normas, o economista-chefe do Secovi avalia que o número de imóveis com apenas um dormitório deve se tornar ainda mais comum.

— O novo plano pode consolidar essa tendência de apartamento de um dormitório, porque eles podem estar perto de uma estação de metrô. Agora eu posso fazer 200 apartamentos de um dormitório e resolver fazer 20 vagas de garagem.

Fonte: noticias.r7.com

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Preço dos imóveis não cabe no bolso dos brasileiros

A maioria dos imóveis à venda está fora da realidade financeira dos brasileiros. É o que aponta um levantamento do portal de classificados imobiliários VivaReal.

Enquanto 68% dos visitantes do site buscam imóveis de até 350 mil reais, 70% das casas e apartamentos anunciados são vendidos acima desse preço.

O levantamento foi feito ao longo de 2014 e teve como base cerca de 1,7 milhão de buscas por mês e 3 milhões de imóveis anunciados.

As unidades se concentram em 11 capitais: Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.

Segundo a pesquisa, o descompasso entre a demanda e a oferta não se dá apenas no valor dos imóveis, mas também se estende ao tamanho e à quantidade de dormitórios das unidades pesquisadas.

De acordo com o site, 56% dos visitantes pesquisam imóveis de um e dois dormitórios e 66% querem adquirir unidades com até 100 metros quadrados.

No entanto, a oferta de apartamentos de até 100 metros quadrados corresponde a 48% do total de anúncios, e as unidades de um e dois quartos são equivalentes a 39% dos imóveis à venda.

Enquanto quase metade dos compradores (49%) procura imóveis com dois dormitórios, quase metade da oferta (44%) é de unidades com três quartos.

Veja, na tabela a serguir, a demanda e a oferta de imóveis vendidos por até 350 mil reais em cada cidade do levantamento:

Cidade Demanda por imóveis de até R$ 350 mil Oferta de imóveis por até R$ 350 mil
Porto Alegre 67,90% 39,00%
Belo Horizonte 64,00% 30,80%
Brasília 28,30% 13,30%
Curitiba 66,60% 40,20%
Florianópolis 67,20% 25,50%
Fortaleza 70,50% 35,10%
Recife 47,30% 26,90%
Rio de Janeiro 57,90% 18,00%
Salvador 61,30% 32,20%
São Paulo 54,40% 31,70%
Vitória 46,80% 24,30%

Novo público ainda não é atendido

De acordo com Lucas Vargas, vice-presidente comercial do VivaReal, o descasamento entre oferta e demanda na compra de imóveis mostra que o mercado imobiliário não conseguiu se adequar ao novo perfil de compradores.

Além de brasileiros de classes mais baixas terem ampliado sua capacidade de financiar imóveis, seja porque sua renda cresceu nos últimos anos ou por causa dos incentivos do governo, Vargas também afirma que aumentou o número de divorciados e de jovens casais sem filhos.

Esses consumidores, segundo ele, procuram agora adquirir imóveis menores e mais próximos do local de trabalho, devido a problemas de mobilidade das grandes cidades. “É uma forma de fazer o preço caber no bolso e compensar o custo de morar em locais mais centrais e valorizados. Esses imóveis também são suficientes para atender a necessidade de solteiros ou famílias menores”, diz o executivo.

No entanto, além de encontrarem uma oferta reduzida de imóveis com esse perfil, as unidades não têm preços considerados acessíveis por esse público. “As construtoras têm lançado apartamentos pequenos, mas de alto padrão”, diz o executivo (conheça o microapartamento de 18 m²).

Além disso, a maior parte das unidades usadas que estão à venda possuem três e quatro dormitórios porque esse tipo de imóvel era mais buscado por consumidores no passado. “O mercado imobiliário demora em se ajustar a uma nova demanda”, afirma Vargas.

Vargas aponta que um dos fatores que limitam esse ajuste é o custo de construção, que aumentou nos últimos anos e impede a cobrança de preços mais baixos por imóveis novos.

Além disso, imóveis em áreas centrais nas grandes capitais tendem a ficar cada vez mais valorizados se os problemas relacionados ao transporte se intensificarem e não forem devidamente solucionados em cada cidade.

Ou seja, quem busca imóveis deve encontrar preços menores em regiões cada vez mais afastadas das regiões centrais e de bairros nobres das grandes cidades.

No entanto, o resultado do desalinhamento entre a demanda e a oferta já provoca queda real de preços das unidades à venda em algumas cidades.

Mas enquanto houver uma demanda muito maior do que a oferta de imóveis pequenos e com preços mais acessíveis em regiões centrais de cada cidade, os preços dessas unidades devem continuar a subir, ainda que em um ritmo menor (entenda por quê o sonho da casa própria ficará mais distante para os brasileiros em 2015).

Fonte: exame.abril.com.br – São Paulo

Apartamento na Bela Vista, em São Paulo: unidades amplas chegam a custar 8 milhões de reais

Quanto custam os apartamentos espaçosos pelo Brasil

Para ter um apartamento espaçoso nas grandes cidades brasileiras, dificilmente o comprador conseguirá desembolsar menos do que um milhão de reais. E se além de espaço, a pesquisa incluir uma boa localização é mais provável que ele precise encarar preços que giram em torno de alguns milhões de reais.

Segundo um levantamento feito pelo site de classificados imobiliários VivaReal,  o valor dos imóveis com mais de 200 metros quadrados em bairros valorizados de algumas capitais brasileiras varia de 780 mil reais a 8 milhões de reais.

A lista inclui imóveis com essa metragem ou com áreas superiores em Brasília e em outras dez capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo HorizonteCuritiba, Porto Alegre, Florianópolis, Vitória, Recife, Salvador e Goiânia.

O apartamento mais barato foi encontrado no Centro de Belo Horizonte e tem 237 metros quadrados. Já a unidade com o maior preço mede 430 metros quadrados e está localizada no Jardim Paulistano, em São Paulo.

Como o custo para construir é cada vez maior e os espaços para novos empreendimentos são mais escassos, o metro quadrado em regiões valorizadas não para de crescer.
Como consequência, construtoras lançam apartamentos minúsculos para viabilizar empreendimentos e, ao mesmo tempo, oferecer imóveis que cabem no bolso do comprador.
Por outro lado, grandes unidades localizadas nessas regiões são vendidas a “peso de ouro”.  Na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, um apartamento com 300 metros quadrados é vendido por 6,5 milhões de reais. Ou seja, cada metro quadrado do imóvel custa 21,66 mil reais.

Veja nas fotos a seguir os preços de 18 apartamentos.

Fonte: exame.abril.com.br